... fechamos a porta.Quem sabe... Até para o ano (?)...
«There is something you should understand about the way I work. When you need me but do not want me, then I must stay. When you want me but no longer need me, then I have to go.»
Ciclo de Workshops e Educação pela Arte - Pensar | Fazer | Mudar - 26/30 de Abril Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro - Vila Nova de Paiva | Viseu
As portas não se fecham, abrem-se e assim se deixam.....
ResponderEliminar… que se salvem sementes, que haja alguém para as cuidar… que cada pessoa pegue numa das linhas que daqui leva, cada uma de sua cor, e faça um qualquer bordado… É bom parar, ouvir, deitar fora ideias feitas, pensar, reconstruir… Aprender para ensinar. Ser professor é não ter medo do campo aberto dos novos caminhos. Sílvia Alves. 30 de Abril. REGIÃO DE LEIRIA
ResponderEliminarParque Botânico Arbutus do Demo, 05 de Maio de 2010
ResponderEliminarNa semana passada rendi-me a um bouquet de palavras que me foi oferecido, durante aproximadamente uma semana, tempo em que decorreram o ciclo de Workshops e Educação pela Arte.
Não é à toa que escolho, falar-vos de uma porta, para mim revelam-se plenas de significado e transfiro-lhes até algumas humanidades.
Portas escancaradas, entreabertas ou teimosamente fechadas... Reveladoras, cúmplices ou secretas... Podem castigar, proteger ou libertar e mostrar-se ainda exuberantes, sinceras ou envergonhadas. Do interior manifesta-se a sua matéria: maciça, aglomerada ou oca... original, remodelada ou inventada.
O mesmo objecto com diferentes propósitos e muitas personalidades!
Mas o encanto que encontrei na da imagem reflecte-se sobretudo nas suas vestes, primeiro uma cor, depois outra, tons contrastantes e indecisos, como quem não sabe que exterior ostentar. As cores são fragmentadas mas a tábua é inteira, trabalhada pelo homem e pela Natureza, marcada por mãos rotineiras com o mesmo jeito de abrir, dia após dia, ano após ano... Os hábitos e as tarefas que habitualmente nem merecem reflexão também deixam as marcas da sua existência.
De outras portas poderei escrever no futuro mas hoje registo a rusticidade e a beleza envergonhada que esta me transmite.
São portas de casas, palheiros ou moinhos que se abrem para vidas e promessas idas. Posam para a máquina como resistentes do tempo e das intempéries, presto-lhes homenagem e penso naquelas que se fecham sem ruído, em silêncio dorido... as da alma, do coração ou da memória.
São as vivências de uma vida completa…
Não fechem esta porta. Venha o Think 2011...
Alexandra Campos